sexta-feira, 6 de junho de 2014

Desodorizante que mata

Ontem estava eu no autocarro a pensar na minha vidinha, quando entra um casal e sentam-se precisamente nos bancos atrás de mim. Até aí não havia problema, mas quando em pleno autocarro a rapariga lembra-se de sacar de um spray (que mais tarde percebi que era o desodorizante) e desata a espalhar aquilo como se não houvesse amanhã. Esteve mais de um minuto a pressionar o botão (deve ter outro nome que agora não me ocorre) e eu ali a levar com aquilo. Não é que cheirasse mal, não, até era um odor suportável (sim porque há aqueles que têm um cheiro horrível) mas a rapariga espalhou tanto pelo ar que uma pessoa até sentia a garganta a arranhar, sabem como acontece com a lixívia? E no fim claro, o casalinho desatou a rir e a grunhir (sim, grunhir, o inglês que falavam era geordie que é assim uma pronuncia que nem os próprios ingleses percebem). Com isto, pensei que ia desta para melhor com a intoxicação do desodorizante e saí do autocarro assim que pude, nem esperei pela paragem onde costumo sair. 

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